Essas pontinhas dos nossos cromossomos são os telômeros. Eles se copiam junto com o resto dos cromossomos sempre que uma célula se divide. Mas, a cada replicação, pequenos fragmentos não conseguem chegar à nova cópia, deixando o cromossomo um pouco mais curto do que seu predecessor.
Por isso, no processo de envelhecimento, é natural e esperado que os telômeros se encurtem.
Em 2009, pesquisadores ganharam o Prêmio Nobel de Medicina ao comprovarem que a enzima telomerase pode regenerar telômeros, mantendo-os mais longos por mais tempo. Na prática, isso faz com que as doenças relacionadas ao envelhecimento possam demorar mais para aparecer, ocorrer de maneira mais branda ou até ser revertida em alguns casos.
Existem muitos estudos ainda em andamento e o objetivo não é a fonte da juventude eterna, mas melhorar a qualidade de vida no envelhecimento.
E, até hoje, o que os estudos concluíram foi que manter hábitos de vida saudável como evitar drogas como o cigarro, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física, dormir bem, manter relacionamentos saudáveis e controlar o estresse são a chave para que isso aconteça.
Quer conhecer o tema mais à fundo? Sugiro o livro: “ O Segredo está nos telômeros”, escrito por Elizabeth Blackburn, ganhadora do Nobel de Medicina em 2009.

